sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

ILSE KOCH - A BRUXA DE BUCHENWALD | CDC 016



Ilse Koch (Dresden, 22 de setembro de 1906 - Aichach, 1 de setembro de 1967) foi a esposa de Karl Otto Koch, comandante dos campos de extermínio de Buchenwald e Majdanek.
Ilse tornou-se sinistramente famosa por colecionar como sourvenires pedaços de peles tatuadas de prisioneiros dos campos. Histórias de sobreviventes contam que ela tinha cúpulas de abajures feitos de pele humana em seu quarto e era conhecida pelo apelido de "A Bruxa de Buchenwald" ou "A Cadela de Buchenwald", pelo caráter perverso e crueldade sádica com que tratava os prisioneiros deste campo.
Ilse conheceu o general nazista Karl Otto Koch, por meio de colegas do partido. Quando os dois se casaram, em 1936, Ilse já trabalhava como secretária no campo de concentração de    próximo a Berlim, onde conheceu o comandante. Era, nessa época, só um campo de prisioneiros políticos, sem a intenção de extermínio.
Seus ideias nazistas começaram a aflorar quando ainda era funcionária da livraria e consumia seu tempo lendo e ouvindo os ideais da SS, que com certeza faziam parte de um refugio bastante confortável após a economia completamente desestabilizada da Alemanha pós primeira guerra.

Ilse e Carl Koch se casaram ao ar livre e eram o perfeito casal alemão da época. Mas era bem verdade Ilse era conhecida por saber quando era conveniente ou não se aliar a uma pessoa. E isso aconteceu com Carl. E eles não demoraram a serem reconhecidos pelos superiores nazistas.
Em 1937, Carl foi nomeado comandante de dos campos de treinamento da SS, Buchenwald.
Bibliografia:
https://www.youtube.com/watch?v=NUXp3KZBc2Q&t
https://www.youtube.com/watch?v=ty4f3PXD7lA&t
https://www.youtube.com/watch?v=3BI1WTC67ZI&t
https://www.youtube.com/watch?v=q0ULzaJtuec&t
https://www.youtube.com/watch?v=y6gSinaRrIs&t


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Isabelle Reis tem 25 anos, é jornalista policial, escritora e podcaster. Com o seu primeiro projeto na podosfera, o Cena do Crime, foi selecionada para o Arte Sônica Amplificada, projeto que potencializa mulheres da área do som, em parceria com o British Council, além de fazer parte da produção do evento de podcasts no Rio de Janeiro, o Essa Parada. Como jornalista, Isabelle já trabalhou na Rede Bandeirantes e se especializou em jornalismo investigativo e local, com cursos na ABRAJI e em universidades como a Columbia. Também já lançou três livros, dentre eles, dois romances policiais

2 comentários:

  1. Quando me debruço sobre algum material sobre o nazismo sempre tenho em mente aquele conceito cunhado de "banalidade do mal", útil para entender porque tanta gente normalizou tantas atrocidades e agiu de forma tão insensível. Sabemos também que quando há "liberdade" ou permissão de autoridade ou autorização psicológica, as pessoas se sentem mais livres para cometer atos de crueldade sem levar em consideração objeções morais. Considerando tudo isso, Ilse Koch merece um estudo de caso para si: tinha uma posição privilegiada e agiu em semelhança a seu marido, mas para além da passividade diante disso, ela agiu ativamente nas sevícias dos prisioneiros; ela descobriu o prazer de torturar e matar??? Demonstrou ser sádica, agindo de forma torpe, narcisistica e depravada. As atrocidades nazistas são ímpares na história da humanidade, justamente quanto a "banalidade do mal" - a forma como racionalizaram a morte e o sofrimento e as dimensões que isso tomou como "indústria da morte" (em escala e eficiência) tornam tudo isso único. Realmente, o exército nazista manteve em segredo as atrocidades, mas também duvido que as pessoas/civis desconheciam totalmente o que acontecia ali, alguns boatos e rumores deviam escapar, mas, quem liga, eles são só prisioneiros, e as autoridades militares devem saber o que estão fazendo... Os soldados aliados, mesmo vivenciando os horrores da guerra, ficaram estarrecidos com a situação encontrada nos campos de concentração, imagine! Assim como Ilse, o primeiro e maior campo de concentração merece um estudo de caso. Esse dado da feminização é sempre interessante, afinal, apesar da hierarquia patriarcal, mulheres não eram/são capazes de impingir sofrimento ao próximo, ainda que seja o "inimigo"? Claro que a lição de história é importante para que erros e crimes assim não aconteçam nunca novamente, mas um dos focos do podcast deve ser a tipificação psicológica de Ilse Koch... Um cenário doentio: objetificação do outro e instrumentalização do corpo alheio, roubando órgãos de prisioneiros vivos e fabricando souvenirs com peças humanas como dentes e pele. Foi de um macabro ímpar na história.

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Jessica Emmanuela Kemu

@jehemmanuela

A forma como a Isa conta as histórias, como envolve os ouvintes é encantador, e por mais que as histórias sejam sobre tragédias, ela tem uma enorme responsabilidade ao conduzir os fatos, respeitando as vítimas e o que elas passaram, sem sensacionalismo e super transparente!

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Daniel Guerra

Cena do Crime é um bom podcast sobre um assunto que ainda é raro na podosfera. Crimes e Serial Killers. Recomendo!

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Cristiane Ferreira

@crissferrer

O Cena do Crime é um trabalho de muito respeito e pesquisa. Acho incrível a forma como se posicionam, sem tentarem expor uma verdade absoluta e se mantendo numa zona de entusiasmo em relação à Criminologia.

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