sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

ANWAR CONGO: O HOMEM DE MIL FACES | CDC 014

Isabelle Reis explana mais um país que trata sua população da pior maneira possível. Anwar Congo faz parte do grupo que matou milhares de indonésios por apenas pensarem diferente. Apesar do lema da Indonésia ser União e Diversidade, este homem que já exterminou outros mil mostra outra face de um dos países mais populosos da Ásia.
Conheça os ceifadores que deram origem a Juventude Pancasila e descubra o horror que muitos grupos indonésios vivem até hoje. Esta preparado para assustar-se com tamanha semelhança que este Estado teve com o nosso?
Embarque na história do homem de mil faces.


Créditos e bibliografia deste episódio:
Locução e produção: Isabelle Reis
Edição: Gustavo Barbosa
Bibliografia: JSTOR – Biblioteca Online
Documentário O ator de Matar - Joshua Oppenheimer exibido em 2012
Documentário O Peso do Silêncio - Joshua Oppenheimer exibido em 2014
Livro Assuntos do Sudeste Asiático – Donald Weatherbee de 2018
Livro Cidadania e Democratização no Sudeste Asiático - Laurens Bakker de 2017
Artigo Pancasila como uma fundação firme de 1984

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Isabelle Reis tem 25 anos, é jornalista policial, escritora e podcaster. Com o seu primeiro projeto na podosfera, o Cena do Crime, foi selecionada para o Arte Sônica Amplificada, projeto que potencializa mulheres da área do som, em parceria com o British Council, além de fazer parte da produção do evento de podcasts no Rio de Janeiro, o Essa Parada. Como jornalista, Isabelle já trabalhou na Rede Bandeirantes e se especializou em jornalismo investigativo e local, com cursos na ABRAJI e em universidades como a Columbia. Também já lançou três livros, dentre eles, dois romances policiais

1 comentários:

  1. Acho perfeitamente dentro do escopo do podcast um ditador sanguinário, pois apesar de não ser um assassino que mata individualmente, é interessante a natureza social dos crimes de quem é responsável direta ou indiretamente ao autorizar e incentivar assassinatos. Até aí, ok, um ótimo episódio de resgate de um genocídio que o "mundo civilizado" ocidental fez questão de não dar atenção internacional. Mas quando partiu para comparações com o Brasil a coisa chegou a ficar até bizarra - muito alarde de perigo para supostas semelhanças (falando até em "coisas que já estão começando a acontecer") para situações muito, muito diferentes... sério que estamos "não muito longe de uma Alemanha Nazista"?!? Na moral, muito, muito forçado. Acho assim: o surgimento de milícias (que em sua definição atua paralelamente ao Estado, sendo formada por ex-militares, paramilitares e civis) é um fenômeno que em tese pode ocorrer em qualquer lugar, em situações em que há ou vácuo de poder ou incentivo do próprio governo em capilarizar seu poder de repressão e domínio. No Brasil existe o fenômeno, mas não tem nada a ver com embates entre capitalismo e comunismo, ou segregação racial de cunho nazista, e sim uma mera questão de poder, ou vácuo deste, pois onde o Estado não consegue se fazer presente com sua governança, os bandidos, sendo os traficantes ou supostos mocinhos que lutam contra os traficantes, vão ocupar esse espaço, fazendo uma paródia do papel do Estado, oferecendo, mediante taxas, o acesso a serviços básicos. Acredite, nossas bases européias cristãs nos livraram de coisa pior, nos legando tradições humanistas e civilizadas para a formação da nossa identidade e cultura nacional. No Oriente Médio e na Ásia temos vários exemplos de países que nunca tiveram tradição humanista e democrática alguma, onde a barbárie não é exceção, ela só intercala de quando em quando. Ruim aqui no mundo ocidental? Pior lá certamente. Não sabia dessa história da Indonésia, mas também não me surpreendi muito; não é de lá um presidente que gravou vídeos exaltando o assassinato de cidadãos por supostas transgressões da lei, mais especificamente traficantes e usuários de drogas? Enfim... Percebe-se então que a Indonésia acabou saindo do contexto da Guerra Fria como um país bizarro, refletindo, a seu modo bem peculiar, o conflito mundial entre bloco capitalista e comunista, escrevendo em sua história um genocídio de cunho ideológico, onde deveria morrer quem fosse tido como comunista. Dá pra imaginar quantas e quantas pessoas inocentes, vulneráveis em meio a tudo isso, foram vitimadas. Sobre nazismo ou comunismo por estas terras tupiniquins, alguma coisa nesse sentido que há por aqui, no máximo, é a idéia de criminalizar o comunismo da mesma forma que o nazismo... Simplesmente por serem regimes de poder que mataram deliberdamente milhões de pessoas. Mas enfim, é outra questão.

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Jessica Emmanuela Kemu

@jehemmanuela

A forma como a Isa conta as histórias, como envolve os ouvintes é encantador, e por mais que as histórias sejam sobre tragédias, ela tem uma enorme responsabilidade ao conduzir os fatos, respeitando as vítimas e o que elas passaram, sem sensacionalismo e super transparente!

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Daniel Guerra

Cena do Crime é um bom podcast sobre um assunto que ainda é raro na podosfera. Crimes e Serial Killers. Recomendo!

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Cristiane Ferreira

@crissferrer

O Cena do Crime é um trabalho de muito respeito e pesquisa. Acho incrível a forma como se posicionam, sem tentarem expor uma verdade absoluta e se mantendo numa zona de entusiasmo em relação à Criminologia.

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