Crimes Reais

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Cena do Crime é o primeiro podcast de criminologia do país, além de também ser o primeiro apenas focado em true crime. A jornalista policial Isabelle Reis conta sobre os casos de assassinatos mais emblemáticos no Brasil e no mundo. O programa libera três episódios por mês.

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Host

ISABELLE REIS

Isabelle Reis tem 25 anos, é jornalista policial, escritora e podcaster. Com o seu primeiro projeto na podosfera, o Cena do Crime, foi selecionada para o Arte Sônica Amplificada, projeto que potencializa mulheres da área do som, em parceria com o British Council, além de fazer parte da produção do primeiro evento de podcasts no Rio de Janeiro, o Essa Parada. Como jornalista, Isabelle já trabalhou na Rede Bandeirantes e se especializou em jornalismo investigativo e local, com cursos na ABRAJI e em universidades como a Columbia. Também já lançou três livros, dentre eles, dois romances policiais.




Episódios

O QUE HÁ DE NOVO NO PROGRAMA

ANWAR CONGO: O HOMEM DE MIL FACES | CDC 014


Isabelle Reis explana mais um país que trata sua população da pior maneira possível. Anwar Congo faz parte do grupo que matou milhares de indonésios por apenas pensarem diferente. Apesar do lema da Indonésia ser União e Diversidade, este homem que já exterminou outros mil mostra outra face de um dos países mais populosos da Ásia.
Conheça os ceifadores que deram origem a Juventude Pancasila e descubra o horror que muitos grupos indonésios vivem até hoje. Esta preparado para assustar-se com tamanha semelhança que este Estado teve com o nosso?
Embarque na história do homem de mil faces.


Créditos e bibliografia deste episódio:
Locução e produção: Isabelle Reis
Edição: Gustavo Barbosa
Bibliografia: JSTOR – Biblioteca Online
Documentário O ator de Matar - Joshua Oppenheimer exibido em 2012
Documentário O Peso do Silêncio - Joshua Oppenheimer exibido em 2014
Livro Assuntos do Sudeste Asiático – Donald Weatherbee de 2018
Livro Cidadania e Democratização no Sudeste Asiático - Laurens Bakker de 2017
Artigo Pancasila como uma fundação firme de 1984

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IRMÃOS NECRÓFILOS DE NOVA FRIBURGO | CDC 013




Isabelle Reis conta a história de dois irmãos, assassinos em série, que ficaram bastante conhecidos no Brasil após matarem diversos moradores de Nova Friburgo. Os irmãos são acusados de terem praticado sexo com cinco dos cadáveres de suas vítimas. 
braim e Henrique de Oliveira tinham entre 19 e 20 anos quando aterrorizaram a  zona rural de Nova Friburgo. Entre 1991 e 1995, os irmãos mataram oito pessoas brutalmente e praticaram necrofilia com todos os corpos. Os irmãos circulavam e viviam numa área de 300 mil metros quadrados de Mata Atlântica que compreendia os municípios de Sumidouro, Riograndina e Nova Friburgo, área que conheciam como ninguém. Eles apareciam e desapareciam com facilidade, atacando e arrastando mulheres de suas casas. Segundo o jornal A Voz da Serra, estima-se que 70% das famílias que moravam na zona rural abandonaram suas casas com medo de se tornarem vítimas dos assassinos.
A ex-jornalista da VICE, Marie Declarq, e Guilherme Alt, do A Voz da Serra, ajudam a montar um quebra cabeça que até hoje faz parte do imaginário da população local. 

Bibliografia:
https://www.vice.com/pt_br/article/vbzby3/os-irmaos-necrofilos-de-nova-friburgo
https://www.youtube.com/watch?v=dZ1kqJQa6sw
https://www.youtube.com/watch?v=ogsNGT4qpFE
https://www.youtube.com/watch?v=1OnB7TuEyq0
Acervo O Globo
Instituto Don João VI
A Voz da Serra


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AILEEN WUORNOS | CDC 012




Aileen Wuornos é considerada a primeira serial killer dos Estados Unidos, após matar sete homens e ser condenada pelo assassinato de seis deles. Aileen ficou conhecida em todo o país e é, até hoje, lembrada em filmes ganhadores do Oscar, como Monster, e grandes séries como American Horror Story, além de já ter sido homenageada por artistas como Cardi B. Wuornos era uma prostituta que atraia seus clientes para lugares inóspitos e os assassinava, roubava seus corpos e cuidadosamente limpava seus rastros.


No dia 15 de janeiro de 1992, Aileen foi para o seu julgamento, em Volusia Conty, pelo assassinato de Richard Mallory. A estratégia era convencer os jurados de que Aileen tinha ajudo em legitima defesa. Mas as provas contra Wuornos eram incontestáveis e para colocar a cereja no bolo, Tyra foi testemunha contra sua ex-companheira. Este foi o pior momento do julgamento para a presa.


No dia 27, depois de só duas horas de deliberação do júri, Aileen foi declarada culpada pelo assassinato. Durante a faze de dar uma pena à Aileen, a defesa disse que Aileen sofria de uma doença mental chamada Borderline na intenção de sua vida ser poupada pelo júri, mas não adiantou.


Até fevereiro de 1993, Aileen foi condenada a mais seis penas de morte. Em 2001, Wuornos, com 45 anos, pediu para que a sentença de morte fosse executada de uma vez e, pela primeira vez, confessou que as mortes não foram em legítima defesa.


A execução ocorreu em 9 de outubro de 2002, na Prisão Estadual da Flórida. A injeção letal foi ministrada em seu braço direito às 9h30min. Dois minutos depois, Wuornos parou de se mexer, sendo declarada morta oficialmente às 9h47min. As últimas palavras que disse antes de fechar seus olhos não foram exatamente claras: “Eu só gostaria de dizer que estou velejando com a Rocha e retornarei como no Independence Day com Jesus, 6 de junho, como no filme, na nave-mãe e tudo. Eu voltarei”.

Trecho 1, 9:39min: "Lembrem-se... Que eu sei que, os policiais sabiam quem eu era depois que Richard Mellorie morreu, eu deixei digitais por toda parte e eles encobriram isso e me deixaram matar todo os outros rapazes, para me transformar em uma Serial Killer. Eu sei que eles fizeram."

Trecho 2, 11:54min "Meu pai era muito rigoroso, nós apanhávamos com o cinto, com as calças arriadas, para sermos disciplinados."


Trecho 3, 34;37min "Eu quero deixar claro para o mundo eu matei aqueles homens primeiro

Treho 4, 36:00min "E o oscar vai para, Charlize Theron."


Bibliografia e videografia:


https://www.youtube.com/watch?v=yFBcjII3QAE&t=41s


https://www.youtube.com/watch?v=_P7WVCcNOpE


https://www.youtube.com/watch?v=QUgMgfRXJ5o


Monster (2004)


Lethal Intent - Sue Russel



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CRIMES DA RUA DO ARVOREDO | CDC 011








Os crimes da Rua do Arvoredo é um episódio verídico, que ocorreu entre 1863 e 1864, na cidade de Porto Alegre, capital de estado brasileiro do Rio Grande do Sul. A prática insólita dos crimes era feita da seguinte forma: os acusados atraiam vítimas para matá-las e, provavelmente, desfaziam de partes dos corpos produzindo linguiças de carne humana pra serem vendidas em um açougue da cidade. Três pessoas estariam envolvidos na execução dos crimes: o brasileiro José Ramos, sua esposa húngara Catarina Palse e o açougueiro alemão Carlos Claussner. Apesar de ser um caso real, ele ainda está presente no imaginário popular local, tendo-se tornando uma espécie de lenda urbana da cidade.






Bibliografia:


http://crimesdaruadoarvoredo.blogspot.com

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LUIS GARAVITO | CDC 010









Isabelle Reis conta a história de um assassino e estuprador colombiano com mais de 400 vítimas em suas costas. La bestia é o tema deste episódio.


Luis Alfredo Garavito Cubillos (Génova, Quindío, Colômbia, 25 de janeiro de 1957), conhecido como "La Bestia" ("A Besta") ou "Tribilín" (que significa da tradução para espanhol do personagem de desenho animado Pateta), é um estuprador e assassino em série de nacionalidade colombiana.

Em 1999 admitiu ter estuprado e assassinado 140 meninos. O número de suas vítimas é baseado na localização de ossadas que foram listadas num mapa desenhado pelo próprio assassino, este número pode superar 300 vítimas. Ele foi descrito pela imprensa local como “o maior assassino em série do planeta” em virtude de seu número de vítimas.

Quando foi capturado, Garavito foi condenado ao máximo de pena possível na Colômbia, que foi de 30 anos. Entretanto, como confessou seus crimes e ajudou as autoridades policiais locais a localizar os corpos de suas vítimas, a lei colombiana permitiu que recebesse alguns benefícios legais, incluindo a redução de sua pena a 22 anos e possibilitando sua saída ainda mais cedo caso fosse considerado um preso cooperativo e de bom comportamento.

Nos anos seguintes, a população colombiana sentiu que a possível saída de Garavito de prisão estava cada vez mais perto, considerando que sua sentença não foi punição suficiente pelos crimes por ele cometidos. A lei colombiana não autoriza a prolongamento da sentença, porque em casos de assassinos em série, como Garavito, não tem precedentes no país, assim não tendo o sistema legal como analisar este caso. No final de 2006, entretanto, uma revisão criminal dos casos contra Garavito por uma jurisdição diferente da que o condenou poderia prolongar o cumprimento de sua pena, devido a existência de crimes que ele não admitiu e, logo, não fora condenado.






Referências:

BÁRBARA DOS PRAZERES | 009



Bárbara dos Prazeres, também conhecida como Onça, foi uma assassina cereal serial e prostituta que viveu no Rio de Janeiro em 1800 e bolinha, matando crianças e bebendo seu sangue, que, acreditava, iria curá-la da lepra Hanseníase. A polícia carioca, é claro, nunca conseguiu capturá-la, e só melhorou um pouco sua imagem depois de forjar sua morte com um corpo boiando na Baía de Guanabara (que, como se pode ver, era poluída desde aquela época).
Bárbara dos Prazeres teria morrido ou desaparecido no ano de 1830. Há uma lenda urbana que afirma que estaria viva até hoje. Há quem diga que o Arco do Telles é mal-assombrado por uma figura feminina e que na madrugada quando os botecos e restaurantes estão fechados ouve-se gargalhadas e que se pode avistar a silhueta bem desenhada de uma mulher. Abandonando um pouco os exageros que assombram a trajetória dessa figura, partindo para realidade comprovada, resgatamos a história de uma mulher que rompe com os padrões pré-estabelecidos, em um momento histórico em que o perfil e comportamento feminino esperado era a clausura.
O que se sabe é que sua história assustadora e trágica perdurou mais do que perdurou sua vida. Dizem que até hoje em certas madrugadas sem lua quando já partiram os últimos garçons dos bares da travessa do comércio e cessou o movimento da boemia escuta-se no beco a gargalhada de Bárbara dos Prazeres ecoando assustadoramente pelos vazios escuros do Arco do Teles.

Bibliografia:



REZZUTTI, Paulo. Mulheres do Brasil: A história não contada. 1 ed. Rio de Janeiro: Leya, 2018.


ENGEL, Magali Gouveia. Os delírios da razão: médicos, loucos e hospícios (Rio de Janeiro, 1830-1930). – Rio de Janeiro, FrioCruz, 2001.


FILHO, Alexandre José Melo Morais. Chronica geral e minuciosa do Imperio do Brazil desde a descoberta do Novo Mundo ou America ate o anno de 1879. – Rio de Janeiro: Typographia-Carioca, 1879.


FILHO, José Melo Morais. História e costumes. – Rio de Janeiro: H Garnier Livreiro Editor, 1904.


RIBEIRO, Fernando Barata. Crônicas da Polícia e da Vida do Rio de Janeiro. – Rio de Janeiro: Departamento de Imprensa Nacional, 1958.


SCHUMA, Schumaher. RIBEIRO, Sandra. Bárbara dos Prazeres: uma história curiosa (século XVIII). Disponível em: <http://www.mulher500.org.br/wp-content/uploads/2017/06/247_Barbara_dos_Prazeres.pdf>. Acesso em: 11 jun. 2018.





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Jessica Emmanuela Kemu

@jehemmanuela

A forma como a Isa conta as histórias, como envolve os ouvintes é encantador, e por mais que as histórias sejam sobre tragédias, ela tem uma enorme responsabilidade ao conduzir os fatos, respeitando as vítimas e o que elas passaram, sem sensacionalismo e super transparente!

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Daniel Guerra

Cena do Crime é um bom podcast sobre um assunto que ainda é raro na podosfera. Crimes e Serial Killers. Recomendo!

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Cristiane Ferreira

@crissferrer

O Cena do Crime é um trabalho de muito respeito e pesquisa. Acho incrível a forma como se posicionam, sem tentarem expor uma verdade absoluta e se mantendo numa zona de entusiasmo em relação à Criminologia.

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